quinta-feira, 1 de julho de 2010

Entendimento de índio e a crença

 Entendimento de índio e a crença do já sei

“ … o homem não pode pretender alcançar certas verdades,
enquanto conserva dentro de si certas mentiras.”
 

Título: - Decadência e Evolução
- Buenos Aires, 08/11/1943
- González Pecotche


Tudo que observamos no mundo físico, está relacionado a esse maravilhoso mecanismo que chamamos de globo ocular e dentro dele na parte física, temos algumas interferências que prejudica essa visão, ou se preferir a observação da imagem externa que é projetada dentro de você, prefiro essa segunda definição, vamos deixar essa outra para um especialista, mais conhecido como oftalmologista, que identificaria várias causas desse desvio da observação.
“a tal refração em que os raios luminosos que entram em cada olhos paralelamente ao eixo óptico são levados a um foco aquém da retina, dado o alongamento do eixo-ântero-posterior que existe nesse olho”.

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Nossa, me dá um copo de água ai destilada , que vou jogar em meus olhos e te garanto vou deixar eles abertos junto com a boca, que se for a noite, irei ver o céu estrelado até as escondidas nessa poluição paulistana. É isso que quero te dizer, além do olhos físicos, tem o outro olho, não me venha chamar de terceiro olho não, pois o nome é apenas uma conceituação de observar algo a mais dos olhos físicos.

Diga não as crenças, te garanto que um dia sem elas, você vai observar mais além dessa beleza física ocular. Está bem, vamos chamar esse terceiro olho de entendimento, mas não me venha aparecer aqui no meu sofá com um desenho de olho na testa, já que esse olho, entendimento não é físico.

Vamos lá chega de rodopio, vamos penetrar em uma mente, com um bisturi vê o que tem dentro. Mas antes, está passando uma imagem aqui. Certa vez a belezinha de minha filha, que tinha uns 5 ou 7 anos, me pegou uma faca e furou o sofá da sala, ficou um rasgo enorme; e era novinho e foi isso que chamou a atenção dela. Ai foi um grito sobre ocorrido, e logo me chamaram como sendo eu o responsável, pois segundo , tudo o que ela fazia de errado tinha minha herança “risos”,ainda bem.

E qual foi meu espanto na frente da situação? Eu tive um ataque de risos, por alguns instantes, e olhando aquele anjo, com os olhos, me dizendo lascou-se, como diz o chaves, “foi sem querer querendo”.

Eu, na figura do juiz na casa, levei ao tribunal. Perguntei logo após a risada doendo-me a cabeça vendo o ocorrido, perguntei: Por que você fez isso? – respondeu: “Eu furei pai, para ver o que tinha dentro.”

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Sendo advogado das duas partes e juiz ao mesmo tempo, já que o tribunal era meu, pedi um recesso para algumas reflexões: Com isso veio o veredito, como diz os latinos “me duele la cabeza”. Após alguns diálogos internos com os pensamentos advogados.

Com o martelo mental sobre a grande mesa, o juiz pai fez a seguinte pergunta:



E se ela respondesse em sua defesa que me convencesse, seria absolvida. Perguntei com preocupação mais de pai que de juiz:

Na minha ausência, você não vai abrir seu braço para ver o que tem dentro? Ufa me convenceu que não com muita confiança e com ironia. Agora você sabe, o que significa esses pequenos que se jogam das janelas dos apartamentos, com roupa de super-homem, ou subir na chaminé para vê se o papai Noel está. Esse é o grande erro da humanidade, implantar ilusões nas futuras gerações, com essa grande impostura. Chamo de impostura toda aquela mentira camuflada como uma verdade, uma verdade que não tem nenhum base e nem entendimento. Se é o pai ou a mãe que dar o presente, porque o velho gordo e vermelho que tem que levar o credito, se mais tarde ele descobre que foi enganado? Não me venha com crenças, faça-me o favor dê uma oportunidade ao conhecimento, deixe de hipocrisia.

Não seria mais fácil ao invés de dar uma roupa de homem arranha, ensinar sobre a lei da gravidade? Quem criou a lei da gravidade? Há foi Deus, então sim, você está ensinando essas gerações a conhecer a obra do criador “Deus” e pelo conhecimento se libertando das crenças, o garoto teve a crença que também podia voar, pois não tinha entendimento do que é realidade e ficção, deixados pelas imposturas nas TVs.

Se você está com temor de ir ao tribunal, ao entendimento universal, você é absorvido pelo bom exemplo e pela conduta, e não pelos pecados absorvidos por qualquer representante de Deus ou como queira chamar.

baixeturbo Entendimento de índio nativo.- Certa vez assisti um filme, que sai com o maxilar doendo de tanto rir, o nome do filme era, “Os Deuses devem estar loucos”, isso foi em 1980-1981, nossa como era pequeno.

Um índio que viaja pela África para levar uma garrafa de coca-cola que caiu na sua cabeça, após ter caído de um caça militar americano, um dos primeiros e mais famoso comerciais da coca-cola para o cinema, onde o piloto, deixa a coca aberta acima da sua cabeça, e onde vira o caça para ela cair na boca.

Mas com uma atrapalhada de cinema, a coca-cola cai do avião, já no comercial oficial, isso não ocorre e ele bebe mesmo o dito xarope preto da vovó, que essa empresa soube ficar milionária, implantando imagens de marketing nos cerebelos (1) do planeta terra.

Esse nativo tem a crença, olha a crença ai de novo gente, isso veio das tribos indígenas e pegou o homem branco. Como estava dizendo, a garrafa caiu na cabeça do índio, e depois de ter muitas utilidades com a garrafa, onde podia matar cobra com essa ferramenta, e depois usava ela pra fazer cinto, fazer comida, amassar as frutas para fazer suco, moer café, até isso o índio fazia, nossa que utilidade temos em casa em, um índio tem mais conhecimento.

Com isso, começa as brigas, as indiferenças, os habitantes da tribo queriam também aquele objeto de grande utilidade, e ai vem o primeiro desvio, o primeiro roubo, até que um usa a ferramenta como arma.

Em reunião com os superiores da tribos, chegaram a conclusão que aquele presente dos Deuses devia ser devolvido, para acabar com as brigas e indiferenças. Assim a crença do índio foi acreditar que no final da terra africana, existia o fim do mundo, e era lá que ele ia levar a garrafa. Com isso com o contato com o homem branco, vem o entendimento de índio.

O segundo contato, esse ano de 2010 não é aquele outro filme, 2010 uma odisséia no espaço- II do computador HAL-9000? Voltando ao índio.

O segundo contato do índio na terra do homem branco, indo devagar chegando a uma vila, se esconde atrás da moita, e para sua surpresa, tem uma mulher se trocando lá atrás, e onde vou relatar seu pensamento pela imagem criado pelos seus olhos, gerando em si o primeiro contato, com o seu entendimento. O índio refletia em espanto: “Nossa o que é isso, a mulher branca tem a pele descascada, que coisa horrível, deve ser uma doença muito grave, é toda transparente.”

Moral dos relatos e das minhas experiências, tudo o que vemos, ai fora, o vemos primeiro com os olhos físicos, e depois vem o terceiro olho, o do entendimento. O que o índio via na mulher branca como uma mulher descascada, era na verdade uma loira semi-nua. Deixemos de lado o entendimento do branco.

Com isso se conclui que, quando nos apresentam um novo conhecimento, temos uma certa crença maldita, a crença que chamo do já sei, e com isso se fecha o olho do entendimento por ignorância, e se perde a grande oportunidade de ouro, como a um especialista que sabe ver um diamante na sua forma bruta. O que ele vê, esta relacionado ao seu conhecimento, e o que o outro não vê, está na crença do já sei, e por falta de humildade, deixa passar muitas oportunidades para sua vida.

A mesma coisa vejo nos relacionamentos e onde também eu me encontro, afinal o conhecimento não pode ser comido e sim conquistado, pelo esforço, empenho, paciência e constância. Ao invés de se pretender algo perfeito no outro, perde a oportunidade de aprender e ensinar a ser como ele ou a ela quer. Existem também o egoísmo de querer o melhor a vida fácil.

Quando comecei a conhecer esse novo método utilizado pelos estudantes de Logosófia, sempre relacionava a algo que existia dentro de mim, e por trás de uma crença do já sei, fechava o olho do entendimento, pois sempre relacionava a uma filosofia, a uma psicologia ou a alguma auto-ajuda que conhecia. Hoje me observando no passado e que por sinal, criei uma arte de voltar ao passado com tanta maestria, e mais ainda, nem um curso superior e duas pós graduações me levou a arte, de escrever, de pensar, de sentir e de realizar, com o que aprendi com o método logosófico.

E para finalizar, ainda bem que meu espírito reagiu muito cedo, e me ajudou a lutar com essas crenças e essas hipocrisias que ficavam acobertadas pelo temor implantado na infância, gerando em minha mente uma psiquialise que é a que fecha a mente para o entendimento, assim como fazem tantos.

Vai a advertência, isso não quer dizer que estamos curado com um conhecimento aqui e outro ali, isso é uma luta constante, na busca de conhecer essa nossa realidade interna, pois um pensamento neutralizado aqui, as vezes acorda ali, por isso devemos sempre, pensar, pensar, e até ficar dias e noites sem dormir se for necessário, por que isso é vida que se multiplica, em energia em conhecimento, isso é o que comprovei nesse método, chamado de processo de evolução consciente.
(1)
Cerebelo= Segundo Dicionário Houaiss
1 pequeno cérebro, segundo os anatomistas dos XVI
2 massa de matéria nervosa que forma a parte posterior do cérebro do homem e de outros vertebrados.